Brief de site: o que enviar antes de pedir orçamento

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Resposta rápida

Brief de site é a lista que torna três orçamentos comparáveis: páginas, praças da Grande Curitiba, logotipo em vetor, CNPJ para o domínio, fotos reais e quem aprova em dois dias úteis. Sem isso cada fornecedor precifica um projeto diferente. O prazo de 7 a 21 dias só se sustenta quando o material chega.

O brief de site é a peça que o comprador curitibano quase sempre pula — e é a peça que decide se os três orçamentos na mesa medem o mesmo trabalho. Capital planejada, comprador formal, reunião com pauta: o mercado daqui pede proposta, pede prazo e desconfia de quem chega com pacote de cinco páginas iguais para qualquer cidade. Sem lista de URLs, sem dono da aprovação e sem origem das fotos, cada fornecedor inventa um projeto. A diferença de preço que parece agressividade comercial é, na maior parte das vezes, escopo diferente com cara de PDF.

Esta casa opera desde 2001, com 2.280 páginas publicadas, e o endereço atual fica na R. Alferes Ângelo Sampaio, 1190, Água Verde. Os 23 anos pertencem à empresa, não ao bairro. A unidade acabou de abrir; não há cliente da Grande Curitiba para desfilar. O que segue é método: o que enviar, o que não enviar, e o teste que você mesmo aplica nos três números que voltarem.

O restante do conjunto sobre criação de sites aprofunda prazo, domínio e conferência da entrega. O índice do blog reúne os outros clusters. Quando a lista estiver fechada e a conversa virar contratação, o destino é um site institucional escrito em código, não um tema alugado.

O que o orçamento precisa enxergar

Três propostas só são comparáveis se as três responderem às mesmas perguntas. O brief existe para isso. Não é um questionário de agência para impressionar. É o inventário da operação.

Páginas. Home, sobre, serviços (um endereço por serviço que a pessoa busca), contato, política de privacidade. Se a empresa atende São José dos Pinhais, Colombo ou Pinhais com equipe local, essas praças pedem URL própria — empilhar “atendemos a Grande Curitiba” no rodapé não ranqueia em nenhuma delas. Clínica no Batel e escritório no Água Verde não cabem no mesmo H1.

Oferta em uma frase. O que a pessoa contrata na primeira reunião. Não a história da fundação. Não o slogan. A frase que o comercial já usa no telefone.

Praças. Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Araucária, Campo Largo, e o que for verdade. Mentir raio no site custa anúncio depois.

Marca. Logotipo em vetor, paleta se existir, o que não pode aparecer. PNG de WhatsApp não é vetor. Fonte pirata não entra.

Prova. CNPJ, registro profissional, horário real (inverno incluso), endereço que vai no rodapé. Nada de depoimento inventado. Nada de “atendemos X empresas em Curitiba” se a conta é nova.

Medição. Para onde vai o WhatsApp, quem lê o formulário, se já existe Analytics. Site sem evento de contato no ar no dia da publicação é site pela metade.

Dono. Nome, cargo, prazo de resposta. Uma pessoa.

O que o brief precisa trazer e o que cada item evita no orçamento
ItemFormato útilO que evita
Lista de páginasURL por serviço e por praçaComparar institucional com loja
LogotipoSVG ou EPSRefazer marca no meio do layout
FotosArquivo original, não printPrimeira tela pixelada no celular
CNPJ e domínioQuem registra, em qual nomeSite no ar com e-mail pessoal
Dono da aprovaçãoUma pessoa, dois dias úteisPrazo de 21 dias virar 60

O que não enviar — e por que atrasa

Moodboard com site de escritório em Tóquio. Manual de 40 páginas que ninguém na empresa leu. Referência de concorrente cujo modelo de negócio é outro. Planilha de “inspiração” com 80 links. Tudo isso ocupa a primeira reunião e não responde quantas páginas existem.

O comprador formal da capital gosta de processo. Processo não é volume de anexo. Processo é decisão. Cada arquivo que não fecha uma decisão é ruído. Se a paleta ainda está em disputa entre sócios, escreva isso no brief: “marca em definição, layout parte de neutro”. Mentir que a identidade está fechada gera retrabalho na semana três, exatamente quando o código deveria estar em homologação.

Fotos de evento, selfie na recepção e imagem baixada de banco genérico com gente loira em open space americano não descrevem um escritório no Água Verde nem um galpão no CIC. O Google e o visitante percebem o descompasso. Melhor uma foto honesta da rua, de dia, do que um banco de imagem que poderia ser qualquer capital.

Três orçamentos sem a mesma lista

Se você já pediu preço e os números vieram distantes demais para o mesmo “site institucional”, volte ao brief antes de negociar desconto. Peça a cada fornecedor a lista de URLs que ele precificou. A distância quase sempre está ali, não na hora.

Prazo: 7 a 21 dias não é slogan

A janela cabe num institucional quando o material chega. O código de um site de serviços, com SEO técnico feito à mão e medição ligada, não é o gargalo típico. O gargalo é texto parado, foto sem recorte e aprovação que viaja.

Marque no kickoff quem assina texto, quem assina layout, quem autoriza o ar. Em empresa com sede no Centro Cívico e operação no CIC, essa divisão precisa estar escrita: o comercial não aprova layout, o sócio de produção não reescreve o H1 na véspera. Sem isso, o calendário mente.

O que sustenta 7 dias: lista curta de páginas, marca pronta, uma pessoa autorizada, conteúdo já usado no comercial. O que empurra para 21: serviços demais na mesma home, marca em desenho, fotos a produzir, integração com agenda ou CRM. O que estoura os 21: ninguém fecha, e o fornecedor fica refém de um grupo de mensagem.

Quem ainda não tem dono da aprovação ainda não está pronto para publicar. Está pronto para coletar propostas — e o brief continua valendo, porque a coleta sem lista é desperdício de hora de todo mundo na mesa.

Domínio, e-mail e repositório entram agora

O brief que esquece a infra entrega um site órfão. Diga se o domínio já existe, em qual registrador, em qual CNPJ. Diga se o e-mail profissional está em outro lugar e se a caixa precisa migrar. Diga se alguém vai exigir acesso ao repositório no dia da publicação — a resposta correta é sim.

Sair do Instagram para um domínio próprio é o passo que muita clínica e escritório do Batel ainda devem. O brief desse projeto é o mesmo: CNPJ, endereço, serviços, dono. A bio não substitui nenhuma dessas linhas.

Loja e sistema são outro escopo. Quem já vende online precisa da ficha de produto que o Google indexa no mesmo pacote, e isso muda o orçamento. Quem vive numa planilha de catorze abas no CIC está mais perto do teto da planilha no chão de fábrica do que de um institucional. Misturar os três num único PDF é o jeito clássico de receber um número inútil.

Como ler os três números que voltarem

Peça, além do valor, a lista de páginas, o prazo condicionado ao material, quem registra o domínio, se o código fica no seu CNPJ e o que acontece depois do ar (mensalidade de tema versus manutenção declarada). Compare linha a linha. O mais barato que depende de plataforma fechada costuma ser o mais caro no mês treze.

Desconto sem corte de escopo é bandeira vermelha. Corte de escopo sem dizer qual página saiu também. O comprador que pede três propostas na capital está certo em pedir. Está errado se compara só a capa do PDF.

Aceitar 'site completo' como item

Site completo não é unidade. Completo de quê — cinco páginas, loja, área logada, blog? Force a lista. Fornecedor que se recusa a listar URLs está precificando um pacote, não o seu problema.

Cinco checagens cabem no celular de quem paga, depois da entrega: primeira tela em rede móvel, WhatsApp com a conversa certa, formulário no e-mail, title em cada URL, repositório acessível. Se alguém precisa de senha de tema para trocar um telefone, o site foi alugado. A régua vale para o Água Verde, para o CIC e para quem atende Colombo a partir do mesmo código.

O roteiro de uma página para enviar hoje

Escreva em tópicos, sem capa. Serviços que existem de verdade. Praças que a equipe alcança de verdade. Horário de inverno. Endereço que vai no rodapé e no perfil do Google — os dois precisam coincidir. Uma frase de oferta. Três concorrentes locais que você respeita, com o que não quer copiar. O que precisa estar no ar no dia um e o que pode esperar a fase dois.

Anexe vetor, CNPJ e, se houver, a lista de e-mails a criar. Marque a pessoa e o prazo de aprovação. Envie isso aos três fornecedores no mesmo dia, com a mesma lista. Qualquer pergunta extra que um deles fizer e os outros não fizerem é dado: quem pergunta escopo está precificando trabalho; quem não pergunta está precificando pacote.

O conjunto editorial de criação de sites continua no domínio próprio e na conferência da entrega. O índice do blog cruza com loja, sistema e mídia. Quando a lista estiver fechada, a conversa deixa de ser brief e passa a ser construção do site em código, com SEO no mapa.

Os próximos vinte minutos valem mais do que o resto deste texto. Abra um arquivo. Liste as URLs. Escreva a frase de oferta. Anote quem aprova. Anexe o vetor ou anote que ele não existe. Só então peça preço. O mercado da capital já tem densidade demais de fornecedor; o que falta, quase sempre, é critério. O brief é o critério.

Perguntas frequentes

Preciso de um documento formal ou basta um e-mail?

Basta um e-mail ou uma mensagem com a lista fechada. Documento de 20 páginas com moodboard de agência estrangeira atrasa e não substitui as decisões: quantas URLs, quem aprova, onde o domínio será registrado. O comprador formal da capital pede proposta comparável, não encadernação. Se a lista cabe numa tela, cabe no kickoff.

O que acontece se eu pedir orçamento sem brief?

Você recebe três números que não medem a mesma coisa. Um precifica institucional de cinco páginas, outro precifica loja, o terceiro precifica tema com mensalidade. A distância de cinco vezes no valor nasce daí. O brief não é burocracia de agência: é a única forma de o comprador que compara três propostas saber o que está comprando.

Fotos do celular servem para o site institucional?

Servem para o wireframe e quase nunca para o ar. Escritório no Água Verde, fachada no Portão e chão de fábrica no CIC pedem recorte, luz e resolução que o aparelho no almoço não entrega. Envie o que existe para não travar o prazo, e marque no brief o que será refeito. Publicar foto estourada na primeira tela custa mais do que remarcar o ensaio.

Quem deve ser o dono da aprovação?

Uma pessoa com autoridade para dizer sim em dois dias úteis, não um grupo de WhatsApp. Em sociedade, isso precisa estar escrito no kickoff: texto, layout e publicação. O prazo de 7 a 21 dias estoura quando o arquivo viaja entre sócios no Batel e no CIC sem ninguém fechar. Código espera material, não consenso improvisado.

O domínio e o e-mail entram no brief ou na proposta?

Entram no brief, porque mudam o escopo. Diga se já existe domínio no CNPJ da empresa, se o e-mail profissional está em outro fornecedor e se alguém vai migrar caixa. Site no ar com @gmail na assinatura e domínio na conta pessoal do estagiário é entrega incompleta. O registro no CNPJ de quem contrata é item, não detalhe.

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Conteúdo revisado por Guilherme Huios — atualizado em .

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