Dados estruturados que o Google lê, e o que ignora

Resposta rápida
Dados estruturados que o Google lê são o JSON-LD que descreve o que a página mostra: organização, serviço, produto, artigo e endereço. Plugin com dezenas de tipos, FAQPage aposentado e marcação que contradiz o HTML viram ruído. Na capital, NAP igual ao do Água Verde pesa mais que o checklist.
Dados estruturados que o Google lê não são o relatório do plugin. São o JSON-LD que descreve o que a página realmente mostra. Organização, serviço, produto, artigo, endereço na R. Alferes Ângelo Sampaio quando for o caso. O buscador ignora — ou desconfia — do que foi gerado para completar checklist: dezenas de tipos no mesmo documento, FAQPage depois da aposentadoria do rich result, Offer sem preço na tela, telefone no schema diferente do rodapé.
Brigar por termo amplo com a palavra Curitiba colada é caro. A capital está cheia de agência. Quem chega agora vence sendo específico: serviço mais praça da Grande Curitiba, ficha com atributo, NAP igual em todo lugar. Marcação coerente é parte dessa especificidade, não um extra de SEO. O pilar de SEO parte daqui. O blog liga schema, ficha e perfil.
A unidade no Água Verde é nova. Não vendemos posição antiga. Vendemos arquivo por arquivo, sem plugin de schema no piloto automático.
O que vale a pena emitir
Organization / LocalBusiness. Mesmo CNPJ, mesmo telefone, mesmo endereço. Escritório no Água Verde não é varejo de rua: o tipo precisa refletir a operação. Área atendida em Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais, Araucária e o que for fato. @id estável no grafo, em todas as páginas, para não nascer uma empresa nova a cada URL. O vínculo de unidade com a matriz no grafo é declaração, não enfeite.
Service. Uma página de serviço, um tipo, ligado à organização. Não despejar Service genérico na home e no blog.
Product. Nome, imagem, preço, estoque iguais à ficha que indexa. Sem preço visível, sem Offer.
Article. Título, data, autor, no post. Não Article em página de categoria.
WebSite com SearchAction só se a busca interna existir de verdade.
| Tipo | Quando emitir | Quando não |
|---|---|---|
| LocalBusiness | NAP igual ao rodapé e ao mapa | Telefone diferente por página |
| Product | Ficha com preço e estoque visíveis | Categoria, carrinho, blog |
| FAQPage | Motivo concreto e doc atual | Costume de 2022, rich result morto |
| Service | Página de um serviço | Home com lista genérica |
| Speakable / Review | Quase nunca neste site | Review inventado na capital |
O que o buscador ignora ou pune com desconfiança
Divergência entre JSON-LD e HTML. Plugin que emite tudo em todas as URLs. FAQPage como truque de SERP. Keyword stuffing em campos de schema. Review com nota 5.0 e zero cliente local — a unidade acabou de abrir; inventar review é porta de saída ética e técnica.
Aviso no teste de resultados ricos não é penalidade. Corrigir aviso opcional enquanto a página de intenção é rasa inverte a prioridade. O HTML que responde a pergunta comercial vem primeiro. A marcação espelha. Não o contrário.
FAQ visível continua; o tipo, quase nunca
Perguntas no final do artigo ajudam leitor e modelo de linguagem. Emitir FAQPage por padrão, depois de maio de 2026, não devolve rich result para a maioria dos sites. Este blog mantém a FAQ no HTML e deixa o schema desligado até existir motivo. Nostalgia de snippet não é motivo.
NAP, perfil e o mesmo fato em três lugares
O perfil do Google no Água Verde e o schema do site precisam da mesma grafia: R. Alferes Ângelo Sampaio, 1190, 80420-160, telefone (11) 97476-6257. Complemento diferente, CEP diferente ou nome fantasia diferente em cada URL é ruído de agrupamento local.
llms.txt e llms-full.txt repetem os mesmos fatos para máquina. Prazo de 7 a 21 dias, horário 9h–11h e 13h–17h, 2.280 páginas da empresa — não da unidade nova. Texto vago não é citado por IA. Fato estável e idêntico é. Essa é a camada GEO que não pede truque: pede consistência.
O brief de um site já deve trazer o NAP que vai no rodapé e no schema. Trocar o endereço depois, em um canal só, reabre o ruído.
Deixar o plugin gerar o grafo
Tema e plugin de ‘SEO pack’ emitem dezenas de tipos, muitos errados, alguns contraditórios. O documento fica grande e a entidade fica confusa. JSON-LD escrito arquivo por arquivo, no tamanho da página, é menos glamouroso e é o que o buscador consegue usar. Checklist completo com entidade quebrada perde para grafo curto e verdadeiro.
A categoria de SEO cobre intenção e recusa de folclore. O blog liga marcação a ficha e mapa. Quando o HTML já responde e a marcação ainda é a do plugin, o hub comercial é o marketing digital amarrado às páginas que vendem.
Grafo curto: um @id, várias páginas apontando
A home, as páginas de serviço, o blog e a política não precisam reinventar a empresa. Apontam para o mesmo nó: CNPJ 66.743.876/0001-36, telefone, endereço no Água Verde, URL canônica. branchOf no grafo declara a matriz. Esconder o vínculo seria padrão de rede de porta; declarar é o que uma terceira unidade faz. O texto visível não precisa repetir a cidade da matriz. O grafo, sim, com o padrão que o validador desta casa já espera.
Página de serviço emite Service ligado a esse nó, com areaServed verdadeiro. Post emite Article. Ficha emite Product. Categoria do blog não emite Product. Home não emite FAQPage. A disciplina é chata e é o que impede o documento de virar sopa.
O que a documentação do Google realmente ampara
Tipos com propriedade obrigatória preenchida com o que a tela mostra. Erro de campo obrigatório ausente merece correção. Aviso de campo opcional, muitas vezes, não. Rich result de FAQ, how-to e Q&A foi restringido; construir estratégia de snippet em cima deles em 2026 é nostalgia. Review markup sem review visível e verdadeiro é risco. LocalBusiness com endereço de outro bairro é mentira operacional, não “SEO local avançado”.
Teste de resultados ricos é diagnóstico. Não é meta. Passar no teste com entidade contraditória perde para um grafo curto que o HTML confirma. A capital está cheia de site que “tem schema” e não tem página de intenção. Os dois problemas não se cancelam.
IA, citação e o fato estável
Modelo de linguagem cita trecho que responde. CNPJ, endereço, horário, prazo de 7 a 21 dias, 2.280 páginas da empresa — não da unidade nova. Esses fatos precisam ser iguais no HTML, no JSON-LD, no perfil e no llms.txt. Parágrafo vago sobre excelência não é citado. A camada de citação por modelo é consistência, não truque de prompt.
Quando o HTML da página de serviço já responde e a marcação ainda é a sopa do plugin, o conserto é apagar e escrever o grafo do tamanho da tela. Menos tipos. Mais verdade. O validador automático vai reclamar de campo opcional. Deixe reclamar. A SERP e o modelo leem a coerência.
Página por intenção e a marcação que a acompanha
Uma URL por pergunta comercial. Termo de bairro, termo de município vizinho e termo de serviço não cabem no mesmo H1 nem no mesmo Service. Empilhar areaServed com dez cidades no schema da home e nenhuma página para essas cidades é o espelho do rodapé “atendemos toda a região”: o grafo afirma, o HTML não entrega. O buscador aprende a não acreditar.
Article no post, com data de 14 de agosto de 2026 neste cluster, sem backdate. A unidade é nova; fingir histórico de artigo é o mesmo pecado de fingir cliente local. lastmod só muda quando o texto muda. Schema de Article com dateModified mentiroso é ruído elegante.
Breadcrumb no HTML e no grafo, iguais. Blog, categoria, post. Categoria de SEO aponta para a money page de marketing de propósito: vocabulário distinto, conversão única. O JSON-LD não precisa inventar um serviço “SEO em Curitiba” se a página comercial não existe. Marcação de oferta que o site não vende é o Offer sem preço, em outra roupagem.
Abra uma página de serviço e o código da marcação. Compare telefone, endereço, tipo de negócio e — se houver — preço. Qualquer diferença é o próximo conserto. O validador de resultados ricos pode esperar. A tela e o grafo precisam terminar a mesma frase, como o anúncio e a landing já deveriam fazer.